Operação da PF investiga sobrepreço no Hospital de Campanha de Aracaju

Na manhã desta terça-feira (7), a Polícia Federal (PF) deflagrou em Aracaju a Operação Serôdio. É para apurar irregularidades na contratação de empresa para montagem da estrutura do Hospital de Campanha da cidade.

A ação, que tem o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e Ministério Público Federal (MPF-SE), investiga direcionamento e sobrepreço na contratação de empresa por mais de R$ 3,2 milhões.

Ao todo, nove mandados de busca e apreensão em Aracaju e em Nossa Senhora do Socorro estão sendo cumpridos. O trabalho conta com a participação de dois auditores da CGU e de 50 policiais federais.

Investigação

Segundo a CGU, as investigações preliminares apontam que a contratação, efetuada por meio de dispensa de licitação, possuía cláusulas restritivas à competitividade e não permitia o parcelamento do objeto, o que elevou o seu custo.

Os auditores identificaram falhas na execução contratual, possível favorecimento para a empresa contratada e indícios de sobrepreço na locação de containers, já que a própria Secretaria Municipal de Saúde realizou aluguel similar por preço inferior em contratação anterior.

Também há indícios de sobrepreço na locação da estrutura de climatização – o custo da locação de cada aparelho de ar condicionado por seis meses chega a quase três vezes o gasto com sua aquisição.

O que levantou suspeitas foi o fato das propostas para construção do hospital de campanha constar os mesmos erros de grafias e terem sido assinadas pelos mesmos engenheiros.

Este ano, até junho, Aracaju recebeu do Fundo Nacional de Saúde cerca de R$ 24 milhões para custear ações de combate à covid-19.

Com Agência Brasil

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