Aracaju e São Luís rompem eixo tradicional e invadem o Top 10 do imobiliário nacional
Nova rodada do Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil) aponta crescimento exponencial na busca ativa por imóveis nas duas capitais nordestinas, que superam mercados tradicionais do Sul e Sudeste.
O mercado imobiliário brasileiro está testemunhando uma descentralização de capitais no primeiro trimestre de 2026, segundo os dados do mais recente levantamento divulgado pelo Índice de Demanda Imobiliária (IDI). Embora grandes metrópoles como São Paulo, Brasília e Curitiba mantenham forte relevância em seus respectivos nichos, a região Nordeste teve um ótimo desempenho no período.
As capitais Aracaju (SE) e São Luís (MA) romperam o domínio histórico do eixo Sul-Sudeste e invadiram o Top 10 nacional de atratividade imobiliária, impulsionadas pelo aquecimento da demanda reprimida.
O IDI Brasil monitora o comportamento real da demanda em 81 cidades brasileiras através de dados de transações reais (não autodeclaradas), um estudo realizado pelo Ecossistema Sienge, CV CRM e Grupo Prospecta, em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Aracaju e os Imóveis econômicos
No Padrão Econômico, voltado para famílias com renda de R$ 2 mil a R$ 12 mil, a capital sergipana deu um salto expressivo ao subir da 11ª para a 7ª posição no ranking nacional, alcançando a nota atual de 0,705. O motor por trás desse avanço foi o indicador de Demanda Direta – que mede a busca ativa por novos imóveis através de leads gerados –, que atingiu o topo máximo da escala do IDI.
Isso significa que a população local está ativamente procurando imóveis, gerando uma oportunidade de ouro para incorporadoras e construtoras focadas no segmento de entrada. “Quando o indicador de Demanda Direta atinge o topo máximo da escala do IDI, o mercado está nos dando um sinal inequívoco de que a população não quer apenas comprar, ela está buscando ativamente por isso. Para as incorporadoras e construtoras focadas no segmento de entrada, esse cenário representa um porto seguro para investimentos”, analisa o CEO do CV CRM, Fábio Garcez.
O especialista de mercado ressalta, ainda, que o estudo não fala de projeções ou dados ou dados autodeclarados, mas sim de leads reais, qualificados e engajados em encontrar um imóvel. “É uma oportunidade de ouro para o mercado local converter esse apetite reprimido em vendas de forma extremamente ágil”, enfatiza. A capital sergipana também demonstrou forte consistência nos demais segmentos, figurando em 13º lugar no Médio Padrão e em 12º no Alto Padrão nacional.
São Luís e o mercado de luxo nacional
Se Aracaju teve um bom desempenho no segmento econômico, São Luís foi o grande destaque do Alto Padrão – imóveis a partir de R$ 811 mil. A capital maranhense protagonizou uma das movimentações mais impressionantes da história recente do índice: entrou no Top 10 nacional pela primeira vez, saltando da 26ª para a 9ª colocação no país, com nota: 0,599.
Diferente de outros mercados movimentados por novos lançamentos, o fenômeno de São Luís foi impulsionado pelo indicador de atratividade de estoques, com uma forte aceleração no ritmo de venda dos imóveis que já estavam disponíveis no mercado. “O escoamento rápido dessas unidades de luxo prontas ou em construção mostra que o mercado de alta renda na capital maranhense está altamente aquecido e com forte liquidez”, pontuou Fábio Garcez.
Mudança estrutural
De acordo com a gerente executiva de dados e inteligência do Ecossistema Sienge, Gabriela Torres, esses movimentos evidenciam uma mudança estrutural e a necessidade de as empresas olharem para além das capitais tradicionais do Sul-Sudeste. “A leitura de onde a demanda de fato está se consolidando traz clareza sobre onde as pessoas realmente estão buscando imóveis. Com o IDI, conseguimos antecipar movimentos com mais segurança e embasar melhor as decisões, reduzindo o risco de descompasso entre oferta e absorção”, aponta Torres.
Já o presidente do Conselho Consultivo da CBIC, José Carlos Martins, reforça a importância de usar dados reais para calibrar o mercado. “Os resultados do IDI Brasil apontam exatamente onde está a demanda reprimida, qual é a melhor cidade para lançar e onde há mais oportunidade. É um indicador que esclarece o mercado e orienta decisões mais assertivas, alinhadas ao apetite real dos compradores”, finaliza Martins.
Sobre o CV CRM
O CV CRM é a solução especialista em marketing e vendas do mercado imobiliário, pioneira em proporcionar uma jornada completa do cliente. Promove uma experiência humanizada e personalizada através da tecnologia e impulsiona a desburocratização da compra de imóveis no Brasil. Atende mais de 1.000 clientes, mais de 30 mil imobiliárias e 230 mil corretores em todas as regiões brasileiras. É uma das soluções de tecnologia do Sienge, o Ecossistema da Indústria da Construção e do Mercado Imobiliário, que conecta a cadeia da incorporação de ponta a ponta.
Sobre o Sienge
O Sienge, Ecossistema de Tecnologia e Negócios da Indústria da Construção e do Mercado Imobiliário, é líder em soluções especialistas para o setor. Está no mercado há mais de três décadas, sempre em evolução contínua. Oferece a maior cobertura de gestão da cadeia da incorporação no Brasil. Suas soluções de tecnologia e negócios permitem uma integração de ponta a ponta, do pré-obra ao pós-venda, e apoiam mais de 10 mil clientes, de todos os estados do Brasil, conectando mais de 1,2 milhão de profissionais do setor através de suas soluções, comunidades e blogs especializados. As soluções fazem parte do portifólio da Starian, empresa brasileira de tecnologia para o mercado privado, especialista também nos setores de inteligência legal, governança e compliance e eficiência operacional.
Sobre o Grupo Prospecta
O Grupo Prospecta é referência nacional em Inteligência de Mercado no setor imobiliário, liderado por Cristiano Rabelo, especialista em planos econômico-financeiros. Com tecnologias de ponta e metodologias exclusivas, transforma dados complexos em decisões estratégicas, oferecendo análises completas sobre dinâmica econômica, demanda e oferta. Seu propósito é tornar o intangível tangível, garantindo clara e segurança aos clientes no mercado imobiliário.
Sobre a CBIC
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção é porta-voz e representante nacional da indústria da construção. Com 67 anos de atuação, ela integra o ecossistema do setor no Brasil, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do país. A CBIC reúne 98 sindicatos e associações patronais do setor da construção, nos 26 estados e Distrito Federal, representando 170 mil empresas e cerca de três milhões e trabalhadores com carteira assinada.


