Sindicato alerta para risco de apagão digital em Sergipe; Energisa nega desconexão em massa

Nos últimos dias, o Sindicato dos Provedores de Internet de Sergipe (SindiproSE), por meio de suas redes sociais, acendeu um alerta sobre o risco de um apagão digital em Sergipe.

De acordo com o presidente do SindiproSE, Pedro Araújo, a preocupação está relacionada a uma exigência da Energisa para a substituição das placas de identificação dos cabos de fibra óptica instalados nos postes. Segundo ele, o prazo para adequação é considerado curto e os custos da medida podem chegar a aproximadamente R$ 10 milhões para os provedores sergipanos.

Quais os possíveis impactos?

Ainda de acordo com o líder sindical, caso não haja uma solução para o impasse, a situação poderá impactar a operação das empresas e afetar milhares de usuários que dependem da internet para trabalhar, estudar, realizar transações bancárias e acessar serviços essenciais.

Além da internet residencial e empresarial, eventuais problemas na rede de fibra óptica também podem afetar os serviços de telefonia móvel. Isso porque as antenas responsáveis pelo funcionamento do 4G e do 5G dependem dessa estrutura para transmitir informações e manter a conexão dos usuários. Na prática, uma falha na rede pode prejudicar o acesso à internet pelo celular, aplicativos de mensagens, chamadas por internet e outros serviços digitais.

Reunião mediada pelo MPSE

Segundo o sindicato, o tema já foi discutido em uma reunião mediada pelo Ministério Público de Sergipe (MPSE), que buscou aproximar representantes dos provedores e da Energisa. No entanto, até o momento, não houve acordo entre as partes.

O SindiproSE afirma que a exigência, da forma como está sendo aplicada, pode gerar dificuldades operacionais e financeiras para as empresas responsáveis pelo fornecimento de internet em diversas regiões do estado.

O que diz a Energisa?

Em nota, a Energisa Sergipe contestou a informação de que haverá uma desconexão em massa dos serviços de internet em decorrência das ações de fiscalização e regularização da infraestrutura compartilhada nos postes da distribuidora.

A empresa informou que as medidas adotadas têm como objetivo garantir a segurança da população, a integridade da rede elétrica e o cumprimento das normas aplicáveis ao compartilhamento de postes por empresas de telecomunicações.

A distribuidora destacou ainda que, desde julho de 2025, as empresas ocupantes foram notificadas sobre os procedimentos de adequação e identificação de suas redes. Segundo a Energisa, a medida é necessária para permitir a rastreabilidade das instalações, combater ocupações clandestinas e facilitar a fiscalização da infraestrutura compartilhada.

 

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