Fábio Meireles denuncia possível acúmulo de funções pela presidente da Ajuprev e pede apuração

O vereador Fábio Meireles (PDT) usou o Grande Expediente nesta terça-feira (16), durante a 50ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Aracaju (CMA) para levar uma  denúncia que precisa ser apurada.

O parlamentar apresentou com base em documentos oficiais, indícios de possível incompatibilidade entre o exercício de cargo público e a administração de empresa privada, envolvendo a atual presidência do AJUPREV.

A documentação será encaminhada ao Ministério Público Estadual para que os fatos sejam analisados pelos órgãos competentes.  O vereador questionou a permanência da diretora Joana Dark na presidência da Ajuprev e anuncia denúncia ao Ministério Público.

Fábio Meireles aponta uma possível incompatibilidade entre o exercício do cargo público e a participação da diretora na administração de uma empresa privada.

Durante o pronunciamento, o parlamentar apresentou documentos que, segundo ele, demonstrariam que a gestora permanece como sócia-administradora de uma empresa enquanto ocupa função de direção no Instituto de Previdência do Município.

Ao longo do discurso, Meireles exibiu atos administrativos que nomearam Joana Dark para o cargo de Diretora de Benefícios e posteriormente, para a presidência da Ajuprev.

Em seguida, apresentou registros empresariais que indicariam sua condição de sócia-administradora da empresa Exclusiva Consultoria, Auditoria e Eventos Ltda. Segundo o vereador, a situação pode contrariar o artigo 117, inciso IX, da Lei Complementar Municipal nº 153/2016.

“Participar de gerência ou administração de sociedade privada é vedado ao diretor ou ao secretário. É vedado, é proibido, não se pode”, afirmou.

Durante a apresentação dos documentos, o parlamentar destacou um termo aditivo firmado entre a Prefeitura de Pirambu e a empresa da qual Joana Dark seria representante legal.

Conforme Meireles, o documento foi assinado em 5 de janeiro de 2026, período em que ela já ocupava a presidência da Ajuprev.

“A senhora Joana Dark, estando presidente da Ajuprev é sócia-administradora da empresa Exclusiva Consultoria, Auditoria e Eventos”, declarou.

O vereador também reproduziu uma fala da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, na qual ela afirma que nenhuma gestão consegue impedir completamente que irregularidades ocorram, mas que providências devem ser tomadas quando os problemas são identificados.

Com base nisso, Meireles afirmou que a gestora municipal pode não ter tido conhecimento prévio da situação. “A senhora não sabia. A senhora poderia não ter o conhecimento. Hoje a senhora tem”, disse, dirigindo-se à prefeita.

Em seguida, o parlamentar defendeu a adoção de medidas administrativas caso as informações sejam confirmadas. Meireles disse que a legislação complementar, que rege o serviço público, impede que diretores exerçam funções de gerência ou administração em empresas privadas.

“Se a senhora não tomar providências, a sua gestão pode incorrer em alguns crimes, como omissão, improbidade e prevaricação”, declarou.

Ao final do pronunciamento, Fábio Meireles informou que encaminhará toda a documentação apresentada ao Ministério Público de Sergipe para análise e eventual apuração dos fatos.

“Não tenho alegria nem felicidade de colocar no colo de ninguém acusação alguma. Mas, se toda essa documentação estiver correta e casar com a vedação prevista na lei, a decisão não é minha. A decisão caberá aos órgãos competentes”, concluiu o vereador.

Da Assessoria Parlamentar

Foto- Luanna Pinheiro